Nos dias 28 e 29 de agosto, a ASSEMA realizou o XIII Fórum Social das Juventudes no Sítio Novo Horizonte, localizado no Centro dos Cocos, em São Luís Gonzaga do Maranhão. A edição 2026 teve como tema “Juventudes e Democracia: depois de entrar em campo, é hora de construir o futuro”, e reuniu mais de 100 jovens de diversas comunidades do Médio Mearim, com uma programação marcada pela troca de experiências, muito aprendizado e articulação.
Além de ser um importante espaço de debate, lazer e interação, o evento foi a culminância das atividades anuais do Projeto de Lazer, Educação e Cidadania da ASSEMA (PLECA). Ao longo deste último ano o projeto realizou atividades com crianças e adolescentes de 64 comunidades.

Realizado no Sítio Novo Horizonte, Centro dos Cocos, em São Luís Gonzaga do Maranhão , o evento proporcionou uma conexão profunda entre os participantes e a natureza, fortalecendo vínculos. No primeiro dia (28), além da Plenária Exposição, que abordou, com o tema da edição 2026, as juventudes participaram de debates em oficinas temáticas, que abordaram questões contemporâneas cruciais para as suas realidades, como os desafios do êxodo rural frente às ausências de políticas públicas, o papel crítico das juventudes no combate às desinformações, as possibilidades de transformação na política e a defesa da terra e do território como um ato político.
Betsaida Moreira, coordenadora do PLECA, destacou a importância dos temas abordados durante todo esse trabalho: “Trabalhar o manejo e o saber popular; esse conhecimento é muito importante para as juventudes, porque a gente tem percebido que, muito mais as pessoas adultas e idosas, elas têm trabalhado essa causa durante muito tempo, e a gente tem notado o protagonismo das juventudes nesse processo. Então, é responsabilidade da criança, do adolescente, do jovem e de todas as pessoas cuidar dessa natureza, que envolve todo o babaçual e toda a floresta”.

No segundo dia de atividades (29), as juventudes vivenciaram a Trilha Agroecológica, liderada por Agenor Agenor Damascena e Antônio Alves, um momento focado exclusivamente no compartilhamento de boas práticas de manejo voltadas para a preservação dos babaçuais e das florestas locais. Ao fim do percurso, em um espaço que levará o nome juventude, os participantes plantaram mudas.
O jovem Arthur Sousa, de Lago dos Rodrigues, relatou a experiência do seu primeiro Fórum: “O momento mais marcante foi o da trilha. A gente entende mais sobre a importância do coco babaçu, sobre a importância desses movimentos e o que vou poder levar pra minha cidade é esse conhecimento, esse amadurecimento que eu tive sobre essas pautas que foram trazidas pra cá.”
Toda essa jornada e a realização do Fórum Social das Juventudes só foi possível a partir de uma articulação com fundamentais parcerias, como a ActionAid, Fundo Babaçu, Iniciativa Internacional para o Clima (IKI) e Central do Cerrado.


