Coletivo de movimentos entregam a parlamentares na Câmara petição para transformar o Cerrado e Caatinga em Patrimônio Nacional

Rede de movimentos em defesa do Cerrado, entre os quais o Maranhão representado por quebradeiras de coco babaçu, Assema, Miqcb e demais organizações que compõem a Rede Cerrado, entregaram a parlamentares no  Congresso Nacional uma petição com 570 mil assinaturas em favor da aprovação da PEC 504/2010  para transformar o Cerrado e a Caatinga em Patrimônio  Nacional.

A entrega do documento foi realizada dia 11 de setembro, Dia Nacional do Cerrado, em Brasília, durante o seminário “A importância dos Povos e Comunidades para a conservação do Cerrado”, realizado no auditório da Câmara dos Deputados.  A ação fez parte do IX Encontro e Feira dos Povos do Cerrado, ocorrido de 11 a 14 de setembro, em Brasília. O evento contou com a participação quebradeiras de coco babaçu do Maranhão, índios, quilombolas e representantes da Associação em Áreas de Assentamentos no Estado do Maranhão.

Considerado o berço das águas, o cerrado está presente em mais de 60% do território maranhense, que também possui os biomas Amazônia (35%) e Caatinga (1%). “É importante esta união dos povos e comunidades tradicionais juntamente com as organizações para sensibilizar a todos que precisamos buscar estratégias de conservação do cerrado brasileiro, que assim como a Amazônia, é ameaçado pelo desmatamento e queimadas, com prejuízos para toda a sua sociobiodiversidade”, afirmou Silvianete Matos Carvalho, secretária executiva da Assema, presente ao seminário. A Assema desenvolve estratégias de conservação com comunidades de agroextrativistas do babaçu no Maranhão, algumas das quais apoiadas pelo Fundo Amazônia.

O caderno com as assinaturas também foi entregue neste dia na Comissão de Meio Ambiente da Câmara. Uma outra ação em defesa do cerrado foi a campanha “Sem Cerrado, sem água e sem vida”, na qual foram entregues copos de água com a mensagem: “Não espere a água acabar para fazer alguma coisa. Proteja a caixa D´água do Brasil”.

À noite, no auditório do Complexo Cultural da Funarte, a abertura oficial do Encontro. “O cerrado é nosso berço das águas e a água é um bem comum a todos nós. Se o desmatamento continuar, toda a sociedade vai sofrer as consequências”, disse a quebradeiras de coco babaçu Maria do Socorro Teixeira, coordenadora geral da Rede Cerrado, coletivo de organizações realizadora do evento.

Com o tema “Pelo Cerrado Vivo: diversidades, territórios e democracia, o IX Encontro teve como objetivo chamar a atenção para as ameaças enfrentadas pelo bioma onde o desmatamento já atingiu 50% do seu território – 40% da sua área na atualidade é voltada para a atividades agropecuárias.

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