Óleo e sabonete de babaçu produzidos no Maranhão ganham as prateleiras das Lojas Americanas em Brasília

Fruto do trabalho das Quebradeiras de Coco Babaçu do Maranhão, o óleo e o sabonete de babaçu agora podem ser encontrados nas Lojas Americanas de Brasília e na loja virtual.

O óleo destinado à alimentação é produzido pela Cooperativa de Pequenos Produtores Agroextrativistas do Lado do Junco (Coppalj), que também produz óleo bruto adquirido por empresas de cosméticos. O sabonete de babaçu é produzido pela Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais de Lago do Junto e Lago dos Rodrigues (AMTR), na comunidade de Ludovico, município de Lago do Junco-MA, com o óleo fornecido pela Coppalj.

Com a assessoria técnica da Associação em Áreas de Assentamentos no Estado do Maranhão (Assema), o óleo e o sabonete de babaçu são produzidos com base no agroextrativismo sustentável, em princípios da economia solidária, do comércio justo e do respeito ao meio ambiente e aos povos e comunidades tradicionais.

“Há mais de 30 anos, incentivamos o cooperativismo e o associativismo visando o fortalecer os trabalhadores e trabalhadoras agroextrativistas da nossa região”, explica o coordenador geral da Assema, Francisco Germano.

A oferta do óleo de babaçu na loja virtual das Americanas é acompanhada da história e valores do produto. “…um produto orgânico e agroecológico que gera conservação das florestas de babaçu e fortalece a manutenção dos modos de vida tradicionais no território Médio Mearim maranhense”, diz o anúncio.

Quanto ao sabonete de babaçu, o site chama a atenção para o modo de fabricação artesanal do produto, fonte de renda para comunidades tradicionais de quebradeiras de coco babaçu no Maranhão. O site informa ainda ser um produto 100% vegano e com alto teor de adstringência.

“O sabonete de babaçu, para nós quebradeiras de coco, é também símbolo de uma luta contínua pela valorização do nosso trabalho, por nossos direitos e pela preservação e livre acesso aos babaçuais”, afirma a presidente da AMTR, Maria das Dores Vieira Lima, a Dôra da comunidade São Manuel, de Lago do Junco.

A comercialização para grandes redes varejistas como Americanas e Carrefour é realizada em parceria com outra organização, a Central do Cerrado, que incentiva a venda de produtos ecossociais de diferentes comunidades do Cerrado brasileiro.

Compartilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest

deixe seu comentário