Assema incentiva a agroecologia para a agricultura familiar no povoado Sincorá em Bacabal/MA

A produção de agricultores familiares de áreas de assentamentos no município de Bacabal vem ganhando incentivo com a implantação de Sistemas Agroflorestais(SAF’s). Com a introdução de plantas frutíferas e madeireiras, o novo sistema visa não só estimular a produção de alimentos saudáveis e a preservação ambiental tendo como base o melhoramento da terra, como também diversificar a produção e fortalecer a agricultura familiar. A introdução dos SAF’s é incentivada pela Associação de Agricultores em Áreas de Assentamento no Maranhão (ASSEMA) em parceria com a Avesol (Associação Vencer Juntos em Economia Solidária), por meio de projeto financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), com recursos do Fundo Amazônia.

Atualmente, 31 famílias são atendidas com SAF’s em três Projetos de Assentamentos (PA’s) envolvendo as comunidades Bela Vista, Fala Cantando, Sincorá e Seco das Mulatas. Nestes PA´s, estão agregados vários outros povoados no entorno com famílias beneficiadas pelo projeto. Por meio do SAF, as famílias receberam incentivo para introduzirem as culturas perenes que são frutíferas e as madeireiras e também foram incentivadas a continuar o trabalho com as culturas anuais que já desenvolvem como a mandioca, por exemplo. “O projeto veio agregar ao trabalho que as famílias já tinham e veio dar um diferencial no sentido de mostrar a elas que não basta apenas focar na atividade com interesse meramente na produção, mas também visara redução e minimizar os impactos ambientais”, explica o técnico agropecuário responsável pelos SAF’s em Bacabal, Luiz Ribeiro Silva Neto.

Pioneiros a introduzirem as novas culturas, o casal Antônio de Fátima Pereira Gomes e Maria de Fátima, do povoado Sincorá, não escondem o carinho que tem pela plantação.  O casal já trabalhava com mandioca, feijão, milho e arroz e não pensou duas vezes em introduzir as frutas (manga, banana e abacaxi) madeireiras em sua terra em fevereiro deste ano.  “É um plantio que a gente não conhecia e fomos estimulados a plantar. Eu fiquei muito animado tanto que venho todo dia para a plantação limpar a área e ver como estão crescendo”, diz Antônio de Fátima, queno auge dos seus  61 anos de idade, usando ainda muletas para andar em razão de um acidente doméstico, nem por isso deixa de ir à plantação todos os dias. “Às vezes chama alguém para ajudar, mas ele faz questão de está na plantação limpando, capinando e colhendo”, conta a esposa Maria de Fátima, 61 anos, que também é quebradeira de coco babaçu e ainda ajuda o marido na roça quando,dividindo também o tempo entre os afazeres domésticos. E assim, criaram seis filhos.

A novidade, que antes gerou muita desconfiança nas comunidades, atualmente funciona como estímulo para os produtores. “No começo nós não acreditávamos por causa de muitas promessas dos políticos.  Então chegou aqui o SAF, ficamos meio desconfiado”, lembra o agricultor José de Ribamar Matos, do povoado Fala Cantando. Ele recorda que no início do projeto tudo era novo. Acostumado a plantar mandioca em suas terras,ele conta que não sabia bem o que plantaria e como plantaria, referindo-se às mudas de frutas e plantas madeireiras que ganhou por meio do projeto. “A assistência técnica foi fundamental”, diz ele. Pouco mais de um ano, a realidade agora é bem diferente. “Hoje, nós querendo é desenvolver cada vez mais. Eu planto caju, manga, banana, murici, mogno, pau d’árco, Ipê, jatobá,açaí e castanha. Estou muito feliz porque a gente não conhecia. Hoje acreditamos e estamos nos desenvolvendo”, afirma José Ribamar Matos

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